Para determinar a melhor relação custo-benefício, é essencial considerar que a relação de custo-beneficio ou RCB é um indicador que relaciona os benefícios de um projeto ou proposta, expressos em termos monetários, e os seus custos, também expressos em termos monetários. Tanto os benefícios como os custos devem ser expressos em valores presentes. Um indicador útil é o Índice de Rendibilidade, que relaciona os cash flows de exploração com os cash flows de investimento, através da expressão: (CFe/(1 + i)^n / (CFi/ (1 + i)^n), onde Cfe é o cash flow de exploração, Cfi é o cash flow de investimento, i é a taxa de atualização e n é a taxa de vida útil em anos. A interpretação deste critério deve ser feita da seguinte forma: IR > 1 – O projecto deve ser aceite, garantindo que o Valor Actual Líquido (VAL) > 0 e que a Taxa Interna de Retorno (TIR) > Taxa de Atualização (TA). No entanto, é importante considerar que a principal desvantagem das avaliações baseadas em RCB é que elas ignoram impactos não-monetários. Portanto, para obter a melhor relação custo-benefício, é fundamental encontrar um equilíbrio entre os aspectos monetários e não monetários, possivelmente mediante a combinação da RCB com informações sobre impactos não-monetários, como proposto pelo New Approach to Appraisal. Além disso, deve-se ter cuidado com a definição precisa de benefícios e custos, devido à variabilidade de critérios.