O ferro é importante para a saúde porque, além de prevenir a anemia, funciona também como um combustível para que a hemoglobina, célula do sangue, transporte o oxigênio para todo o corpo. A anemia ferropriva, por falta de ferro, é um dos distúrbios nutricionais que mais têm aumentado no mundo. Alguns setores da indústria têm acrescentado ferro em alguns alimentos, como cereais, leite e iogurtes, por exemplo. No Brasil, as farinhas devem ter obrigatoriamente ferro, o que consequentemente faz com que pães, bolos, doces também tenham. Entre os tipos de ferro disponíveis para consumo, estão: o ferro 0, metálico das barras de ferro, usado para enriquecer, por exemplo, os cereais matinais, que, quando entra em contato com o estômago, se transforma em ferro 2, tipo pronto para formar a hemoglobina. Esse ferro 2 está presente nas carnes, que são as principais fontes e que têm a melhor e mais direta absorção do mineral pelo organismo. O ferro 3 está dentro dos vegetais e para se transformar em ferro 2 e ser melhor absorvido pelo organismo, precisa de vitamina C, por isso, a combinação de feijoada com laranja, por exemplo, é recomendada, como lembrou a nutricionista Tânia Rodrigues. Algumas pessoas acreditam que cozinhar em uma panela de ferro também ajuda a aumentar o valor nutritivo dos alimentos. De acordo com o químico Luís Fernando Pereira, estudos mostram que o ferro 0 presente na panela pode se transformar em ferro 2 por causa do contato com a água quente, mas isso não chega a ser suficiente para combater uma anemia, por exemplo, pode apenas funcionar como um auxílio. A recomendação diária é de 1 mg a 2 mg por quilo para crianças com até 10 kg, já os homens devem ingerir 10 mg de ferro por dia e para as mulheres, essa necessidade sobe para 15 mg, principalmente após a menstruação ou em caso de gravidez, quando pode ocorrer perda de ferro pelo sangue.