Quem sofre com o problema deve buscar avaliação profissional de um psiquiatra.
A prática regular de exercícios físicos pode ser um desafio para pessoas que sofrem de ansiedade e pânico, pois é possível que o indivíduo associe os efeitos das atividades físicas à ocorrência de novos episódios de ansiedade.
Mas, com ajuda profissional, o empresário diz que superou a situação e hoje, quando chega à exaustão em uma atividade física, consegue diferenciar seus efeitos de uma crise de pânico.
Apolinário recomenda que as pessoas continuem a praticar atividades físicas, o que pode ser facilitado com a supervisão de um educador físico.
A prática de esportes em situações de maior estresse, como calor ou frio intenso, corpo cansado e privação de sono pode aumentar a associação dos efeitos das atividades físicas com as sensações de crises de ansiedade.
Embora as sensações dos exercícios físicos possam ser confundidas com sintomas de uma crise de pânico, elas são, na verdade, respostas do organismo relacionadas ao sistema nervoso simpático.
O professor Trapé explica que as pessoas podem ter reações diferentes a um mesmo exercício e que, por isso, o condicionamento físico deve ser considerado um fator de influência nessas respostas aos exercícios.
Além do futebol, Terra conta que os treinos mais intensos na academia também disparavam o pânico, obrigando-o a ir para casa tomar medicação para controlar a ansiedade.
Os sedentários, segundo o professor, devem começar com atividades mais leves, já que exercícios de maior esforço podem provocar sensações mais intensas.
O professor Trapé diz que os exercícios físicos beneficiam psicologicamente aqueles que buscam atividades para distração ou como forma de desafio.
Durante a prática de exercício físico, ocorre liberação de endorfinas associadas ao bem-estar e, em casos de estresse, ansiedade ou depressão, em que há desequilíbrio de neurotransmissores, as atividades físicas podem auxiliar no controle, promovendo ainda benefício fisiológico.