Os exercícios aeróbicos são essenciais para aumentar o gasto calórico e, consequentemente, perder alguns quilinhos indesejáveis.
Especialistas entrevistados pelo Metrópoles destacam que ambos métodos trazem benefícios e que o mais adequado vai depender de uma avaliação criteriosa de um profissional capacitado.
O personal trainer Vitor de Oliveira Regis também afirma que os dois tipos de atividades são vantajosas.
No entanto, ressalta que o fator determinante para emagrecer é o déficit calórico, quando o corpo perde mais calorias do que ganha.
“O exercício cardiovascular, em qualquer intensidade, é um aliado nesse processo, mas a alimentação equilibrada continua sendo fundamental”, diz o educador físico da Academia Dstak, em Brasília.
Cardio HIIT curto x longo em baixa intensidade
Exercícios aeróbicos intervalados de alta intensidade, também conhecidos como HIIT, geralmente ocorrem em sessões curtas, entre 15 a 20 minutos, com atividades que exigem esforço físico máximo, intercalados por pequenas pausas para descanso.
Esse tipo de exercício ajuda a melhorar o condicionamento cardiovascular, aumenta o gasto energético e eleva o metabolismo mesmo após o término da atividade física.
“Isso acontece porque o HIIT promove adaptações como maior consumo máximo de oxigênio (VO₂máx) e maior eficiência na oxidação de gorduras, favorecendo a perda de peso a longo prazo”, ensina Tavares.
No entanto, para iniciantes e indivíduos com problemas cardiovasculares ou pressão alta descontrolada, o exercício é contraindicado.
Cardio longo e de baixa ou moderada intensidade
Caracterizado por atividades como caminhadas, corridas leves ou pedaladas contínuas, esse tipo de treino é eficaz e tem como principal característica a queima de gordura durante a realização da atividade, além de beneficiar a capacidade cardiorespiratória.
Costuma ser mais indicado para iniciantes e para melhorar os resultados aeróbicos sem trazer prejuízos às articulações e músculos a curto prazo.
“O treino prolongado de baixa intensidade pode causar sobrecarga repetitiva e exige cuidados especiais em pessoas com problemas ortopédicos crônicos”, diz Oliveira.