Se você treina com 15 repetições de determinado exercício, com 30 segundos de intervalo entre as séries, isso é conhecido como treino metabólico.
Se você fizer o mesmo exercício, com menos repetições, maior tempo de intervalo e o máximo de carga, está fazendo um treino tensional.
No treino tensional, as cargas mais elevadas resultam em uma maior fase excêntrica, suportando mais cargas e aumentando os níveis de micro lesões, mecanismo de hipertrofia.
Já no treino metabólico, o foco é no número mais alto de séries e menos tempo de descanso, o que não expõe as articulações a cargas exageradas.
Este tipo de treino colabora para preservar os tendões e estruturas envolvidas no movimento articular e gera um maior estresse bioquímico nas células musculares, desencadeando um estímulo para aumentar as reservas energéticas e favorecendo o crescimento muscular e a queima de gordura.
Um estudo de 2012 avaliou dois grupos de pessoas, um fazendo treino visando estímulos metabólicos e outro visando estímulos tensionais, e percebeu que, apesar de todos os participantes apresentarem aumento na perimetria do músculo e redução do percentual de gordura, o grupo com estímulos tensionais apresentou um maior aumento do braço.
Este mesmo estudo mostrou que o grupo com estímulos metabólicos teve uma redução superior nas dobras cutâneas do corpo todo.
Os estímulos tensionais pareceram mais indicados para a fase de bulking e os estímulos metabólicos para o cutting, porém, isso não é uma regra.
É importante alternar os estímulos e tipos de treino, considerando as orientações do treinador e as variáveis de treinamento, como a alimentação, que devem ser avaliadas por um especialista.