O treino cognitivo é o conjunto de técnicas que contribuem para estimular as funções cerebrais e a capacidade mental.
Tem o objetivo de aprimorar as habilidades cognitivas gerais, como atenção, funções executivas, memória, percepção, praxia, linguagem, entre outras, e isso tende a fazer com que o paciente consiga buscar mais estratégias de adaptação frente às demandas do dia a dia.
De forma geral, a reabilitação cognitiva cumpre com as estratégias restaurativas e também de adaptação.
Um treino cognitivo que melhora a qualidade da atenção, por exemplo, pode refletir diretamente na interação social do paciente, nas suas atividades funcionais, nas suas habilidades de execução de autocuidado, no preparo das suas tarefas no ambiente doméstico e até mesmo no seu convívio em comunidade.
Além disso, o treino cognitivo pode diminuir a velocidade de piora das doenças neurodegenerativas.
Muitas vezes as pessoas acham que algumas doenças por não terem tratamento que levem a cura estarão resignadas aquele diagnóstico e nada se terá a fazer.
Mas mesmo que um tratamento não mude o curso da doença, ou seja, ainda que a patologia continue progredindo, com a intervenção do treino cognitivo o paciente consegue melhorar a sua qualidade de vida, uma vez que ele terá oportunidades de melhor usufruir da qualidade geral da sua atenção, da sua percepção visual, da sua linguagem, e assim por diante.
É importante enfatizar que mesmo as doenças com progressão certeira, que a ciência ainda não descobriu a cura, podem ser minimizadas com intervenções não apenas de medicamentosas, mas também com as intervenções não-medicamentosas, por meio da Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Nutrição e também com a Neuropsicologia a partir das possibilidades de treino cognitivo.