O que a ciência diz sobre ondas binaurais?

Matias Guerreiro
2025-07-21 11:33:10
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Esses efeitos são possíveis por meio de um fenômeno perceptivo que ocorre ao apresentar dois tons separadamente para cada orelha que diferem ligeiramente em sua frequência. Os sons, que se incorporam às ondas cerebrais, teriam então a capacidade de levar a efeitos cognitivos e mentais. Segundo o especialista, é possível produzir efeitos semelhantes no organismo a partir do estímulo sonoro em diferentes frequências em cada orelha. Boto 140 Hertz em uma e 149 em outra, essa diferença de nove Hertz o cérebro tenta fazer a compensação e isso provocaria uma terceira sensação, com alguma coisa diferente que faz com que você então faça essa descrição de que a percepção dentro da cabeça está diferente. Os sons são capazes de estimular a estrutura cerebral de maneiras diferentes, além do córtex auditivo relacionado à percepção humana do som. Pesquisas investigando batidas binaurais detectaram efeitos positivos para alívio da dor, redução da ansiedade e memória. No entanto, houve descobertas conflitantes em torno de seus efeitos na concentração.

Tiago Neves
2025-07-10 04:45:01
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A ciência mostra que a exposição a batidas binaurais pode criar mudanças no grau de excitação do cérebro. Ouvir esses sons que criam um tom de baixa frequência, segundo os estudos, desencadeia uma desaceleração na atividade das ondas cerebrais - e isso pode ajudá-lo a relaxar, diminuir sua ansiedade e tornar mais fácil para você adormecer e dormir mais profundamente. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Bonn, na Alemanha, para que o cérebro entenda como um som binaural, é importante que as frequências estejam abaixo de 1.000 hertz. As pesquisas sobre o assunto criaram 5 categorias específicas para os sons binaurais: Padrão delta, Padrão teta, Padrão alfa, Padrão beta e Padrão gama. Antes de continuar a leitura deste artigo, é muito importante ressaltar que essa terapia emergente ainda é semi-experimental, ou seja, as pesquisas ainda não são conclusivas sobre os efeitos clínicos dos sons binaurais.

Joana Cardoso
2025-07-10 03:09:27
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A técnica não é nova, na verdade é datada do século XIX.
Foi descrita pela primeira vez por um físico alemão que apontou os efeitos de determinadas ondas sonoras no cérebro humano.
Ela consiste em duas frequências diferentes, menores que 1000 Hz, reproduzidas uma em cada ouvido, que levam a mente a produzir uma terceira frequência, resultante da combinação entre as duas.
De acordo com a teoria, essa consequência seria capaz de alterar o estado de consciência da pessoa, ainda que não tenham estudos científicos suficientes que comprovem o efeito.
Ainda assim, a Binaural Beats está disponível na internet.
A maioria dos usuários contou que recorrem à técnica para relaxar ou adormecer, 72% dos participantes, e para mudar meu humor, 35%.
Tínhamos informações anedóticas, mas esta foi a primeira vez que perguntamos formalmente às pessoas como, por que e quando elas as estão usando.
Estamos começando a ver experiências digitais definidas como drogas, mas também podem ser vistas como práticas complementares ao uso de drogas.
Não sabemos muito sobre o uso da Binaural Beats como drogas digitais, mas esta pesquisa mostra que isso está acontecendo em vários países.

Irina Assunção
2025-07-10 01:22:24
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Algumas pesquisas já buscaram investigar o efeito dos sons binaurais, e, até agora, se descobriu que eles podem realmente ajudar no alívio de sintomas de dor, stress e uso de analgésicos em pacientes com dores crônicas.
Em estudo publicado em 2018 na revista Psychological Research, pesquisadores da Universidad Nacional de Educación a Distancia, em Madrid, investigaram os efeitos dos sons binaurais no cérebro e encontraram efeitos positivos na memória, ansiedade e alívio da dor.
Outros estudos, como o de pesquisadores da University of Thessaloniki, na Grécia, feito com experimentos duplo-cegos, randomizados e cruzados, descobriram efeitos de alívio da dor e do stress em comparação com uso de placebo.
Não há consenso na comunidade científica, no entanto. Um estudo conjunto entre cientistas canadenses e franceses, publicado em 2020 na revista científica eNeuro, concordam que há um efeito produzido pelos sons binaurais, mas acreditam que seu benefício não seja maior que o de outros tipos de sons relaxantes, como playlists de música clássica ou de barulhos da natureza por aí.
Já no auxílio da atenção, no entanto, nenhuma evidência positiva foi encontrada — e quanto a efeitos psicoativos, ou seja, complementares ou substitutos ao uso de drogas, não há pesquisas conclusivas sobre o assunto.
As evidências de que tais experiências possam ter um efeito similar ao de drogas psicoativas, no entanto, são bem limitadas. Não há, até o momento, estudos laboratoriais que comparem a ingestão de substâncias com os substitutos binaurais, o que poderia trazer respostas mais definitivas.
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