De olho no público que fica sempre de fora das docerias comuns, surgiram novos negócios especializados em sorvetes, brigadeiros e bolos, entre outras delícias, sem lactose, açúcar e glúten.
Há ainda quem não trabalhe com nenhuma linha de refinados, seja o açúcar ou a farinha, nem muito menos adicione conservantes aos produtos.
Essa linha passou a ser conhecida no mercado como doces saudáveis e vem se multiplicando pelas grandes capitais.
Para quem nunca experimentou, vale destacar que é uma linha com sabor menos açucarado que os doces tradicionais – o que decepciona alguns paladares.
Só quando brownies e banoffes ficaram no ponto, começaram os testes degustativos com os amigos e depois com os conhecidos da academia.
Um dos desafios, por exemplo, era chegar a um bolo sem glúten que não fosse seco.
A lactose é uma proteína do leite e o glúten está presente na farinha, que fazem parte dos ingredientes básicos da confeitaria clássica.
Os bolos tem leveza e fofura, sendo que a falta do açúcar refinado não compromete o sabor: não deixa resíduo amargo na boca, característico da estévia, adoçante substituto do açúcar muito usado no mercado.
Um diferencial da marca é a casquinha recheada com doce de leite ou cacau, feita com pasta de amendoim, farinha de coco e de linhaça dourado– sem açúcar e gordura trans.
A substituição do açúcar na confeitaria, em especial, pode comprometer também o ponto do doce.
Luciana substitui o açúcar pelo eritritol e xilitol, dois adoçantes naturais, para desenvolver a linha zero da marca.
O sucesso das linhas especiais tem a ver com a felicidade do consumidor, cada vez mais exigente em relação aos ingredientes dos alimentos.
O plano é expandir para São Paulo, de fato, o mercado paulistano é muito aberto à alimentação mais natural.
Até mesmo grandes redes de chocolate gourmet passaram a dar mais atenção aos produtos ditos saudáveis, mesmo com os desafios impostos pelos ingredientes.
Queria tirar o açúcar da minha alimentação, mas continuar comendo doce.