Um total de apenas dois minutos de exercício de corrida de velocidade foi suficiente para provocar respostas semelhantes a 30 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada contínua.
Além disso, uma revisão de estudos realizada pela Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, descobriu que a duração de um treino (e não apenas a sua intensidade) é o que ajuda a manter o metabolismo elevado depois do exercício.
Portanto, se o objetivo é queimar o máximo de energia e, consequentemente, calorias, é preferível escolher uma atividade com intensidade moderada que possa ser feita por um período mais longo.
Mas se você está visando apenas os benefícios celulares, separe dois minutos do seu dia para correr o mais rápido que puder.
Os resultados mostraram que as células dos participantes do terceiro grupo (que praticaram quatro sessões de corridas em alta velocidade de 30 segundos, com intervalos de quatro minutos e meio entre elas) estavam tão preparadas para se duplicarem quanto as células dos ciclistas de intensidade moderada.
No segundo, eles seguiram o modelo HIIT, fazendo cinco sessões de ciclismo de quatro minutos (com intervalos de descanso de um minuto) e pedalando com 75% da capacidade máxima de oxigênio.
Apesar dos treinos de alta intensidade praticados em períodos mais curtos apresentarem benefícios importantes para as células, estudos recentes mostram que os efeitos pós-treino podem não gerar os resultados esperados para quem está querendo perder peso.
Uma pesquisa publicada no The Physiological Society revelou que os HIIT são capazes de manter o metabolismo funcionando depois da prática esportiva, o que melhora a taxa de gasto calórico.
Entretanto, esse efeito não dura muito e é responsável por apenas uma pequena fração do total de calorias gastas durante e após o exercício.
Além disso, pesquisas anteriores mostraram que quando a função mitocondrial é alterada em resposta a uma única sessão de exercício, isso pode gerar mudanças benéficas nas células, diminuindo o risco de doenças crônicas.
O exercício físico é capaz de revigorar as mitocôndrias, estimulando-as a se replicarem mais rápido e criarem fontes extras de energia, que poderão ser úteis no futuro.
Segundo os pesquisadores, a descoberta mostra que a escolha do exercício deve partir das preferências individuais, já que os benefícios metabólicos são praticamente os mesmos.
À medida que envelhecemos, as mitocôndrias (organelas que produzem energia para as células externas) ficam mais lentas e produzem menos energia — por causa disso, acabamos desacelerando.
De acordo com um estudo publicado na revista científica American Physiological Society, alguns minutos de treinamento de alta intensidade oferecem os mesmos benefícios — em nível celular — de exercícios moderados prolongados.
É claro que quem pratica atividade física quer ver os resultados no corpo, mas acredite: em longo prazo o resultado nas células é extremamente importante.