Para quem é iniciante, por exemplo, a caminhada pode ser a melhor opção de cardio. O caminhar é o movimento mais básico de todos, oferece uma menor sobrecarga nas articulações e não exige equipamento, então é uma boa opção para quem quer iniciar. O ciclismo também entra como uma boa alternativa para iniciantes na rotina de atividades físicas, desde que eles já saibam andar de bicicleta. A bicicleta tem a grande vantagem de diminuir o impacto nas articulações, porque você não descarrega o seu peso sobre o tornozelo, joelho, quadril e lombar. Em contrapartida, você tem uma maior sobrecarga na região do púbis e uma descarga maior sobre os punhos, cotovelos e ombros. Já para quem é mais avançado nas atividades físicas, se houver o interesse de progredir a intensidade do exercício aeróbico, a corrida pode ser a melhor opção. Essa seria uma atividade de segundo plano, porque exige uma intensidade maior e uma preparação física prévia. Para quem busca o emagrecimento, a corrida também é uma boa opção já que, por ser mais intensa, aumenta o gasto de calorias, auxiliando no déficit calórico necessário para a perda de peso -- quando alinhado a uma alimentação equilibrada e bom baixo consumo de calorias. Quanto mais intenso um exercício, maior a capacidade de gastar energia. No entanto, o especialista ressalta, mais uma vez, que isso pode depender do condicionamento físico de uma pessoa: Na mesma intensidade que ajuda a emagrecer a aumentar a capacidade aeróbica, a corrida pode prejudicar as articulações. Então, é preciso que a pessoa esteja bem preparada fisicamente para essa demanda. Se ela não estiver, a caminhada e o ciclismo dão conta de auxiliar no processo de emagrecimento. Todos os exercícios aeróbicos -- até mesmo outras opções, como natação, hidroginástica, remo ergométrico, elíptico, aparelhos de escada, entre outros -- são benéficos para a saúde cardiorrespiratória e apresentam vantagens semelhantes quando realizados em uma duração entre 20 e 40 minutos. Vale lembrar que, antes de iniciar um treinamento aeróbico, é essencial realizar uma avaliação médica para entender se há riscos ou não oferecidos pela prática. Pessoas com cardiopatias ou hipertensão não controlada, o risco existe. Por isso, é preciso fazer uma boa avaliação de um profissional de educação física e, se haver necessidade, o encaminhamento para um cardiologista. O mesmo vale para quem tem problemas articulares: é importante a avaliação e o acompanhamento pelo profissional de educação física, além do ortopedista, antes e durante a prática de atividade física.