O treinamento funcional se baseia nos movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar.
O praticante ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade.
Ele tira a pessoa dos movimentos mecânicos e eixos definidos ou isolados, como acontece na musculação.
Por isso, virou uma alternativa para quem estava cansado dos exercícios mais tradicionais na academia.
Para trabalhar a musculatura profunda, são utilizados acessórios como elásticos, cordas, bolas, cones, discos e hastes.
É um método que ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, a redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular.
A possibilidade de combinar diferentes habilidades, como o treino aeróbico com o de equilíbrio, cria uma infinidade de variações e acabam com a monotonia, tornando inclusive o corpo mais inteligente.
Mas será que todos esses benefícios vão colocar fim aos halteres e anilhas?
Não, se o objetivo é aumentar a massa muscular ou conseguir resultados estéticos em pouco tempo.
A musculação é muito eficiente para a hipertrofia, que não é o objetivo central do funcional.
Ao contrário do funcional, a musculação consegue trabalhar os grupos musculares isoladamente e com mais especificidade.
De acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM), a musculação também exerce um impacto direto sobre as atividades da vida diária que exijam um percentual da capacidade muscular para serem executadas.
Um programa feito de duas a cinco vezes por semana gera benefícios no condicionamento físico, aumento da massa magra e diminuição do percentual de gordura, se aliado a uma dieta adequada.
Segundo o professor Saulo, o treinamento praticado com dedicação, agrega volume e definição muscular, com a vantagem de manter a harmonia estética.
No funcional a hipertrofia se dá de maneira sistêmica e harmônica, tanto da parte superior quanto inferior do tronco.
O treinamento funcional é muito mais completo para garantir o condicionamento físico para as atividades diárias, e pode sim ser substituto da musculação.
Você não vai ficar com corpo de fisiculturista fazendo treinamento funcional, mas certamente vai ter força em todo o corpo.
O funcional até pode trazer definição, mas não trabalha o volume.
Ele inclusive recomenda a prática dos dois métodos em paralelo, para garantir condicionamento físico, força, potência e definição musculares.