O treino cognitivo é o conjunto de técnicas que contribuem para estimular as funções cerebrais e a capacidade mental.
Tem o objetivo de aprimorar as habilidades cognitivas gerais, como atenção, funções executivas, memória, percepção, praxia, linguagem, entre outras, e isso tende a fazer com que o paciente consiga buscar mais estratégias de adaptação frente às demandas do dia a dia.
De forma geral, a reabilitação cognitiva cumpre com as estratégias restaurativas e também de adaptação.
Muitas vezes as pessoas acham que algumas doenças por não terem tratamento que levem a cura estarão resignadas aquele diagnóstico e nada se terá a fazer.
Mas mesmo que um tratamento não mude o curso da doença, ou seja, ainda que a patologia continue progredindo, com a intervenção do treino cognitivo o paciente consegue melhorar a sua qualidade de vida, uma vez que ele terá oportunidades de melhor usufruir da qualidade geral da sua atenção, da sua percepção visual, da sua linguagem, e assim por diante.
É importante enfatizar que mesmo as doenças com progressão certeira, que a ciência ainda não descobriu a cura, podem ser minimizadas com intervenções não apenas de medicamentosas, mas também com as intervenções não-medicamentosas, por meio da Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Nutrição e também com a Neuropsicologia a partir das possibilidades de treino cognitivo.
Um treino cognitivo que melhora a qualidade da atenção, por exemplo, pode refletir diretamente na interação social do paciente, nas suas atividades funcionais, nas suas habilidades de execução de autocuidado, no preparo das suas tarefas no ambiente doméstico e até mesmo no seu convívio em comunidade.
Além disso, o treino cognitivo pode diminuir a velocidade de piora das doenças neurodegenerativas.
A intenção é que esse método seja viabilizado gradativamente, primeiro em centros hospitalares e depois em centros clínicos ambulatoriais como um todo.
O que a gente já sabe é que de fato tem uma relevância no aprimoramento da memória.
E isso também, mais uma vez, não vai alterar o curso da doença, mas se conseguir estimular as regiões cerebrais que estão preservadas, é possível ter uma melhor condição de oferecer ao portador de doenças degenerativas oportunidade de aperfeiçoar as suas habilidades preservadas e consequente minimizar os efeitos deletérios da doença em si.
Ainda que a ciência não consiga trazer a cura, é possível sim minimizar os danos causados pela doença.