O risco de DCV é aumentado por uma dieta pouco saudável, caracterizada por um baixo consumo de frutas e vegetais e uma alta ingestão de sal, açúcares e gorduras.
O consumo de certos alimentos, e, especial determinadas frutas como uvas e mirtilos, pode ter efeitos positivos para a saúde cardíaca.
Algumas frutas podem modular os fatores de risco metabólicos, como hipertensão, dislipidemia, diabetes e sobrepeso, e inibir a aterosclerose, o principal processo patológico da doença coronariana e do derrame.
As evidências sustentam que várias frutas, como uvas, mirtilos, romã, maçã e abacate, por exemplo, apresentam propriedades protetoras cardiovasculares.
Especificamente, a pesquisa revela que o consumo de uvas ou de produtos derivados de uvas poderia reduzir a incidência de DCV corrigendo a disfunção endotelial, diminuindo os lipídios do sangue, reduzindo a hipertensão, inibindo o estresse oxidativo, melhorando a função plaquetária, protegendo a função miocárdica, a antitrombose e resistindo à inflamação.
O mirtilo, por sua vez, é uma fruta que contém flavonoides com alta capacidade cardioprotetora, incluindo propriedades antiaterogênicas, anti-inflamatórias, de redução da pressão arterial, de parâmetro oxidativo e de aumento da reatividade vascular.
Estudos epidemiológicos demonstraram que comer maçãs, uma das frutas mais consumidas no mundo, está associado a uma redução na ocorrência de doenças cardiovasculares.
A maçã é uma importante fonte de fibras e contém antioxidantes, como a vitamina C e os polifenóis dietéticos.
Outras frutas com efeitos cardioprotetores mencionadas pelo artigo de 2017 são manga, cereja, açaí, framboesa preta, amora, kiwi e maracujá amarelo.