Os asanas trabalham o equilíbrio interno.
O equilíbrio do sistema nervoso está no cerne dessa capacidade.
Há asanas, o chamados bandha-asanas, que atuam diretamente no sistema nervoso autônomo, propiciando a calma.
Segundo o ”Yoga-Sutra”, os asanas, posições físicas da ioga, desviam a atenção dos pensamentos para o corpo, aquietando a mente.
Com a mente calma, livre do turbilhão que costuma nos tomar de assalto, a respiração sob controle (exercícios respiratórios, os pranayamas, são a parte principal da prática), a tendência é a auto-observação, a concentração, o autoconhecimento e, no fim das contas, a transcendência.
A fisiologia humana está adaptada ao estado normal do corpo – ou seja, em pé, sem torções, contorções ou estripulias.
Quando a pessoa altera essa lógica (o que acontece nas posições da ioga), o organismo tem que se readaptar – o que acaba fazendo bem.
A lista de benefícios atribuídos à ioga é enorme.
Para início de conversa, estimula o funcionamento de todas as glândulas, da tireóide à hipófise e ao pâncreas, e dá força à coluna vertebral.
É sabido pela medicina que a coluna mantém a saúde do ser humano.
Dela, partem nervos que dão suporte para os sistemas neurovegetativo e nervoso.
Com a coluna forte, você também vai ter emoções equilibradas.
A ioga que da raiz sânscrita significa unir, refere-se à união entre corpo, mente e espírito em um contínuo único, que por sua vez se une ao espírito universal, ioga também quer dizer ação.
Na era do culto ao corpo, suas posturas e exercícios vão muito além da vaidade – estimulam equilíbrio, força, bons hábitos e pensamentos do bem.
O objetivo principal é livrar o homem de qualquer sofrimento, seja corporal, emocional ou mental.
O propósito não é malhar, mas aquietar a mente para despertar a consciência do corpo como uma unidade.
Então, é uma prática psicofísica.
Indo mais fundo, os antigos iogues, que viviam em cavernas e florestas, tinham como meta transcender a existência humana.