Fazer cardio em jejum precisa de orientação.
Segundo o educador físico Daniel Fitaroni, da Rede Wellness, fazer o cardio em jejum não é para todo mundo.
Pessoas com hipoglicemia, diabetes e distúrbios alimentares, por exemplo, não devem adotar essa prática.
Grávidas e lactantes também devem evitar.
O nutricionista Julio Augusto explica que o cardio em jejum, geralmente realizado pela manhã, após 8 e 12 horas de jejum noturno, é uma estratégia popular entre praticantes de atividade física com o objetivo de aumentar a queima de gordura corporal.
A justificativa mais comum para treinar em jejum é que, com os níveis de glicose mais baixos, o corpo passa a queimar gordura como fonte de energia.
No entanto, nem sempre essa estratégia é eficaz.
O emagrecimento verdadeiro está ligado ao déficit calórico — ou seja, gastar mais calorias do que se consome.
Treinar em jejum de forma frequente e sem orientação pode causar perda de massa muscular, fadiga crônica e desequilíbrios metabólicos.
É preciso ter equilíbrio nutricional, ingestão adequada de nutrientes e manter um déficit calórico controlado.
Diabéticos, pessoas com transtornos alimentares, gestantes e lactantes, pessoas com pressão baixa ou histórico de desmaios e indivíduos em uso de medicamentos hipoglicemiantes devem evitar a prática.
Tontura, enjoo, baixa energia, visão turva, dor de cabeça e tremores são alguns dos sinais de que a prática pode não estar funcionando tão bem.
A longo prazo, o jejum feito de maneira incorreta pode causar déficit de nutrientes e até alterações hormonais.
O desempenho físico varia de pessoa para pessoa, e por isso, o acompanhamento profissional é essencial.
Enquanto em atividades leves o jejum pode ser tolerado, em treinos mais intensos ele pode comprometer o rendimento e até provocar riscos.
No fim das contas, o que funciona para uns pode ser prejudicial para outros — e quando o assunto é saúde, individualidade e orientação são palavras-chave.
É preciso ter equilíbrio nutricional, ingestão adequada de nutrientes e manter um déficit calórico controlado.
Sem isso, o jejum isolado pode até causar perda de massa magra ou efeito rebote.