A técnica de liberação miofascial vai fazer uma digitopressão naquele ponto-gatilho, impedindo que haja um fluxo sanguíneo mais intenso daquela região e assim, por meio de um processo de isquemia, conseguimos espalhar mais sangue, mais oxigenação naquele músculo e naquele tecido lesionado.
E dessa forma, melhoramos todo o processo inflamatório que foi gerado naquela região.
O ponto-gatilho ativo é aquele que por uma digitopressão você acaba sentindo uma dor ou uma dor referida a algum lugar mesmo sem gerar nenhum estímulo tátil naquela região.
Então, quando fazemos a liberação miofascial conseguimos transformar esse ponto-gatilho ativo em um ponto-gatilho latente, gerando o alívio dessas tensões.
E mesmo que haja a presença desses nódulos musculares, você não tem a percepção de dor e de sintomas referentes a esse ponto-gatilho durante o seu dia a dia.
Assim, vamos prover para ele uma reabilitação pela liberação muscular, dando um sentido correto para essa musculatura contrair – ensinando-a o que é contrair, relaxar –, que ela não precisa sentir um estímulo nocivo referente às percepções que tem do ambiente.
Logo, não vai sentir o tato, a vibração, o calor, o frio como dolorosos; ela vai alterar, na verdade, a compreensão desses estímulos perceptivos, sensoriais, de uma forma mais adequada.
E depois, vamos ensinar esse músculo a contrair de uma maneira correta e com maior qualidade, mudando os exercícios, aplicando exercícios adequados referentes à rotina e ao ambiente de cada paciente, e brincando com questões de potência muscular, com carga, número de repetições e a própria execução de cada movimento.