De fato, nossas emoções, influenciam direta e indiretamente o processo de emagrecimento ou obesidade.
Uma pessoa ansiosa tende a comer mais e muitas vezes nem se dá conta.
Uma pessoa deprimida pode sentir mais necessidade de comer, e nesse caso o açúcar acaba sendo uma ótima saída pelo aumento de neurotransmissores relacionados ao prazer ou muitas vezes o deprimido perde o apetite por pura falta de vontade de viver, levando a anorexia.
Outro fator emocional também, é o estresse.
O dia a dia, a correria e a velocidade que os fatos acontecem na nossa rotina, muitas vezes nos levam ao hábito de comer fastfood diariamente, levando ao ganho de peso.
Além disso o estresse também participa elevando o cortisol na corrente sanguínea.
O cortisol favorece o aumento dos níveis de açúcar na circulação, fazendo com que os níveis de insulina também aumentem, levando assim, a um aumento da gordura abdominal.
Fica claro então que obesidade não é apenas uma doença física.
A maioria das pessoas que estão acima do peso, não estão por excesso de fome e sim pela simples vontade de comer.
Com isso, não comem por uma questão fisiológica, mas pela sensação de prazer ou pela “compensação” que a comida traz e aí mora o perigo, pois muitos perdem esse controle, surgindo então uma compulsão alimentar.
Que comer é bom ninguém tem dúvida.
Ao comer, o corpo relaxa e leva a sensação de prazer.
Aliás, as melhores confraternizações acontecem ao redor de uma mesa normalmente farta de comidas.
Mas comer, pode ser um problema para quem está sofrendo alguma alteração emocional e pode se tornar uma válvula de escape.
Sendo assim, é de extrema importância que o médico e/ou nutricionista tenha essa percepção.
Uma boa conversa durante a consulta, um olhar diferenciado, atenção redobrada, são capazes de captar sinais e sintomas de alterações emocionais em um paciente e nesses casos, apenas orientar atividade física e dieta, não é a solução perfeita.
Muitas vezes o tratamento para emagrecimento precisa ser multidisciplinar, com participação de profissionais como psicólogos e psiquiatras, além do médico e nutricionista.
Infelizmente hoje falta muito esse cuidado na área de saúde.
É muito comum ver prescrições de inúmeros multivitamínicos, suplementos, medicações para emagrecer para pacientes que precisavam antes de tudo ouvir: você está bem?
Ou Conte-me da sua vida?
Realmente, emagrecer não é uma ciência exata.