O excesso de treinamento pode ser tão prejudicial ou mais grave até do que a falta de atividade física.
Normalmente, o exercício deve ser praticado de uma forma regular, com aumentos leves na intensidade e duração, e intercalado por períodos de descanso e sono adequados, para que o estoque de glicogênio muscular, (principal fonte de energia para o músculo ) seja refeito.
O excesso de treinamento está associado a falta de repouso e distúrbios nutricionais, o que costuma estar associado a todo o quadro, principalmente nas atletas femininas, preocupadas com sua imagem corporal e porcentagem de gordura.
O treinamento excessivo pode levar a alterações no humor ( fadiga generalizada, depressão e irritabilidade excessiva), alterações no ciclo sono-vigília( insônia ), queda inexplicável da performance esportiva, frequência cardíaca de repouso elevada, dores musculares, uma susceptibilidade a infecção das vias aéreas superiores aumentada, distúrbios gastrointestinais, perda de peso e lesões de “overuse”.
Outra patologia associada à síndrome do treinamento excessivo é a fratura de stress.
A fratura de stress é mais frequente em atividades de maior impacto nos membros inferiores.
Normalmente ocorre na tíbia, podendo também ocorrer nos metatarsos e outros ossos dos pés, na coluna lombar e até nas costelas.
O tratamento consiste no diagnóstico precoce e modificação dos fatores causais, proteção da região acometida, reabilitação e reinício gradual da atividade física.