O espinafre é uma hortaliça que contém ferro, vitaminas A, K, B2, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, fibras, proteínas e carboidratos. O consumo frequente do alimento evita a prisão de ventre, faz bem para a saúde dos olhos e pode prevenir doenças cardiovasculares.
Agora fomos capazes de mostrar que, ao contrário da glicose, por exemplo, que alimenta um grande número de microrganismos no intestino, a sulfoquinovose estimula o crescimento de organismos-chave muito específicos do microbioma intestinal. O sulfoquinovose promove o crescimento de Eubacterium rectale, que é um dos 10 micróbios intestinais mais comuns em indivíduos saudáveis. O estudo, publicado no The ISME Journal, do grupo Nature, revelou que as bactérias do intestino produzem um gás chamado sulfeto de hidrogênio após a ingestão de espinafre.
A bactéria E. rectale fermenta a sulfoquinovose por meio de uma via metabólica que só recentemente deciframos, produzindo, entre outras coisas, um composto de enxofre, diidroxipropano sulfonato ou DHPS, que por sua vez serve como fonte de energia para outras bactérias intestinais, como Bilophila wadsworthia e, em última análise, produz sulfeto de hidrogênio a partir do DHPS por meio de uma via metabólica que também foi descoberta recentemente.
Em outras palavras: o sulfeto de hidrogênio é produzido por ambas as células dentro do corpo e também por este grupo de microrganismos especializados no microbioma intestinal após a ingestão de folhas verdes. Ou seja, o sulfoquinovose do espinafre produz sulfeto de hidrogênio, também conhecido como gás fedorento.
A pesquisa também indicou que esse vegetal fornece uma série de benefícios ao microbioma intestinal.
Mas grandes quantidades de sulfeto de hidrogênio no intestino podem estar associados ao desenvolvimento de câncer.
Além disso, segundo os pesquisadores, em baixas concentrações, esse gás, que tem odor de ovo podre, pode ter um efeito anti-inflamatório no corpo.