Os exercícios que ajudam a saúde cardiovascular, como corrida, bicicleta e HIIT, são amplamente associados à queima calórica durante a prática, contribuindo para a perda de peso.
Já a musculação não costuma causar o gasto de tantas calorias no momento do treino, mas aumenta a massa magra e acelera o metabolismo basal, fazendo o corpo queimar energia até em repouso.
O especialista pontua que o gasto calórico, entre outros fatores, depende da intensidade do exercício físico.
Uma atividade aeróbica de baixa intensidade, por exemplo, pode ser menos benéfica do que uma sessão de levantamento de peso de alta intensidade, ou vice-versa.
O papel da musculação é o custo metabólico da reparação muscular.
Na musculação, queimamos gordura, mas principalmente fazemos lipólise, que é uma quebra da gordura armazenada dentro das nossas células de adipose.
A musculação joga essa gordura quebrada para a corrente sanguínea e deixa mais fácil para que o exercício aeróbico faça a queima.
Por isso que o conjunto dos fatores é a melhor opção para uma pessoa que quer emagrecer.
A melhor estratégia para o emagrecimento é juntar a musculação com o exercício aeróbico.
A frequência, a duração e a intensidade de cada treino devem ser prescritas por profissionais da educação física, levando em consideração o perfil e o objetivo de cada pessoa.
Ambos alertam que a rotina de exercícios físicos precisa estar aliada ao déficit calórico.
Isso significa que o corpo deve gastar mais calorias do que consome, objetivo que pode ser alcançado com a combinação entre maior gasto energético e menor consumo de calorias.
Não tem como emagrecer sem déficit calórico.
E o cálculo é 70% o que come e 30% treino.
É muito mais fácil restringir o que comemos, porque para ter déficit calórico com exercício, temos que fazer muito exercício.
Um treino de musculação bem feito pode gastar entre 200 e 250 calorias e isso é uma fileirinha da barra de chocolate.
Ela defende, porém, que não é ideal que o paciente foque apenas na alimentação e deixe os exercícios físicos de lado.
Nos casos em que as pessoas chegam no consultório sedentárias, a nutricionista indica que comece a mexer o corpo, independentemente da intensidade e modalidade do treino.
Depois, aos poucos, as estratégias são adaptadas para que os diferentes treinos cumpram os seus papéis.