Já existem vários testes capazes de identificar condições crônicas geneticamente determinadas ou de descobrir combinações de genes favoráveis ao manejo da força, velocidade e aptidão aeróbica.
Mas aí entram dois problemas: o primeiro é que a ciência ainda não conhece todos os genes envolvidos no ganho ou na perda de massa magra ou gordura, diz o geneticista.
Em segundo lugar, como os fatores ambientais são mais determinantes do que os genes quando o assunto é ter um corpo definido, é mais eficaz observar como seu organismo reage a padrões alimentares e atividades físicas do que se ater fielmente às particularidades do seu DNA, segundo Cipolla.
É por isso que, se investir tempo e dinheiro em uma dieta equilibrada e exercícios físicos regulares e adequados ao seu propósito, é possível até que uma pessoa com dificuldade em definir o corpo supere alguém com grupos de genes favoráveis a esse aspecto, mas que leva uma vida sedentária e não se alimenta bem.
Um indivíduo que não tenha uma configuração genética favorável ao ganho de massa muscular dificilmente será um campeão mundial de fisiculturismo, por exemplo.
Ainda assim, poderá ter sucesso em competições menores, com treinamento, dieta e controle psicológico adequado, salienta Urbinati.