A eliminação total de grupos alimentares essenciais levanta preocupações entre especialistas, que alertam para riscos graves à saúde, como deficiências nutricionais e sobrecarga de órgãos vitais. A nutricionista Karoline Schast ressalta que os efeitos a longo prazo podem ser prejudiciais, pois o corpo perde acesso a nutrientes essenciais e há um desequilíbrio em processos metabólicos fundamentais.
A cetose prolongada pode ter efeitos colaterais perigosos, como perda de massa muscular e fadiga, além de aumentar o risco de desidratação. O excesso de proteínas e gorduras animais pode aumentar significativamente os níveis de colesterol LDL, o chamado "mau colesterol", elevando os riscos de problemas cardiovasculares, como aterosclerose e infartos.
Dietas extremamente ricas em proteínas sobrecarregam os rins, que precisam filtrar e excretar os resíduos do metabolismo proteico, podendo causar danos a longo prazo, especialmente em indivíduos com predisposição a problemas renais. A dieta carnívora também aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode comprometer o funcionamento renal se mantida por longos períodos.
A ausência de fibras na dieta carnívora é um dos maiores problemas, pois elas desempenham um papel importante na saúde intestinal e na prevenção de diversas doenças, aumentando o risco de constipação e até mesmo de doenças mais graves, como o câncer de cólon. Além disso, a dieta carnívora não oferece quantidades adequadas de micronutrientes essenciais, como vitaminas C, K e do complexo B, além de minerais como magnésio e potássio, necessários para o bom funcionamento do organismo.