A tradição diz que a kombucha já era uma bebida popular na China durante a dinastia Qin, no ano 200 a.C., devido a suas supostas propriedades curativas.
Hoje, o chá fermentado aparece nas prateleiras como uma opção de bebida funcional, com ação probiótica e antioxidante.
A presença do chá preto ou verde na mistura garante alguns benefícios próprios das próprias folhas.
O chá verde contém polifenóis, compostos antioxidantes que ajudam a reduzir o estresse oxidativo – ou seja, o envelhecimento das células.
Alguns estudos já sugerem que consumir kombucha ajuda a diminuir o estresse oxidativo e a inflamação.
Espera-se, ainda, que os micro-organismos presentes naturalmente na mistura, responsáveis pelo processo de fermentação, teriam papel no equilíbrio da microbiota intestinal.
Eles colonizariam a região com boas bactérias, trazendo efeitos para o controle do colesterol e na eliminação de toxinas.
No entanto, as pesquisas sobre o assunto ainda são preliminares, feitas em células isoladas ou animais.
Então estudos mais robustos ainda são necessárias para bater o martelo sobre os benefícios da bebida.
Uma pesquisa de 2024 descobriu que a kombucha poderia causar efeitos similares ao jejum no organismo, ajudando na queima de gorduras – mas toda essa mudança metabólica ocorreu apenas em vermes utilizados para a pesquisa.
Ou seja, não é possível, por enquanto, estabelecer que esses benefícios se estendam aos seres humanos.
Além de não ser filtrada nem pasteurizada, a kombucha é uma bebida produzida com uma mistura de bactérias e fungos.
Por isso, pessoas imunocomprometidas não podem consumir a kombucha, sob risco de desenvolver infecções.
Como a fermentação geralmente é feita de forma caseira, as condições sanitárias da bebida não podem ser atestadas, e casos de alergias, infecções e intoxicação alimentar podem acontecer.
Grávidas e lactantes também devem evitar a kombucha.
Além do perigo de contaminação, a bebida contém cafeína e pode conter traços de álcool, não recomendados durante a gestação ou amamentação.
Consumida em grandes quantidades, a kombucha pode causar diarreia, danos ao fígado e até acidose – quando um desequilíbrio nos níveis de ácido no sangue ocorre.
A condição pode levar a convulsões.