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Quanto tempo a sequela do covid fica no corpo?

Dinis Pinheiro
Dinis Pinheiro
2025-07-24 09:14:10
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A covid longa é uma doença sistêmica, que pode causar alterações neurológicas, hepáticas, entre várias outras, além de uma resposta inflamatória intensa. Entre os 53 participantes de uma pesquisa, todos apresentavam pelo menos um sintoma da covid longa. A nossa conclusão é que essa atividade inflamatória, tanto no pulmão quanto no sangue, é sustentada no pós-alta. Metade dos pacientes continuou com sintomas após 14 meses da infecção – ou seja, mais de um ano depois da infecção. Em alguns casos, as queixas são iguais às que apareceram durante a infecção; em outros, completamente novas. Nós vamos dar continuidade ao nosso estudo. Será que até mesmo dois anos depois, essas pessoas ainda podem ter sintomas? As alterações vão se perpetuar? E por quanto tempo? Acho que talvez essa seja a pergunta mais importante.
Matheus Sousa
Matheus Sousa
2025-07-18 05:51:21
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Os cientistas ainda estão estudando sobre quanto tempo o vírus da COVID-19 fica no organismo. O que se sabe até o momento é que quadros de pacientes que evoluem de forma mais grave, podem ter o vírus no organismo por mais tempo. O tempo de duração dos sintomas da COVID-19 dependerá da gravidade da manifestação da doença. A maioria das pessoas que desenvolveram sintomas leves apresentam uma recuperação rápida, durando em média duas semanas. As sequelas do Coronavírus ainda são desconhecidas, porém, estima-se que pacientes que precisaram de internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), podem demorar até meses para se recuperar totalmente. Muitos estudos estão em andamento e ainda não há uma resposta exata para sanar a dúvida sobre quanto tempo o vírus persiste no organismo. Isso pode ser diferente do tempo que alguém que teve COVID-19 pode liberar fragmentos virais, que às vezes podem causar resultados falsos-positivos em testes de diagnóstico. O que acontece é que mesmo quando o vírus não é mais infeccioso, há um tempo em que você ainda pode detectar seu RNA, o que pode, erroneamente, sugerir uma reinfecção da COVID-19. Se houver agravamento dos sintomas, o paciente necessita de cuidados hospitalares e desta forma, o tempo de duração dos sintomas é ainda mais longo. Em algumas pessoas, os sintomas podem evoluir e se agravar, e a doença pode tomar formas graves com inflamação dos pulmões e falta de ar. Essa mudança pode ser repentina ou gradual, e isso interfere na duração da doença.
Paulo Anjos
Paulo Anjos
2025-07-04 19:52:09
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A maior parte dos pacientes tem nenhuma, pouca ou média falta de ar e dificuldade de respirar, mas nos casos mais graves pode evoluir à fibrose pulmonar ou bronquiolite obliterante. Fibrose nos rins uma vez que o sistema imunológico está mais fragilizado por conta da infecção do novo coronavírus, células inflamatórias podem acometer também os rins, gerando um processo de fibrose nesses órgãos, e em alguns poucos casos pode ocorrer insuficiência renal aguda e até necessidade de diálise. A maior parte das consequências ocorre por conta do processo inflamatório exacerbado desencadeado pelo novo coronavírus — além de agravamentos nos pulmões e rins e seus sintomas, bem como a própria internação e seus impactos, como na mobilidade e na circulação. A ciência continua investigando possíveis sequelas permanentes, entretanto a maior parte dos quadros pode ser resolvida com ajuda médica. Recuperados da doença devem ficar atentos às suas condições gerais de saúde, a incômodos e sintomas intensos e prolongados, e o cuidado pós-alta é essencial para a recuperação plena.