O sono é fundamental na jornada de emagrecimento, pois o corpo realiza processos essenciais de recuperação e de regeneração celular durante o descanso do corpo e da mente.
Dormir bem regula a produção de hormônios, como a leptina e a grelina, que ajudam a controlar o apetite e a sensação de saciedade.
Por outro lado, a privação dele pode levar ao ganho de peso e a um risco aumentado de desenvolver obesidade.
Quem dorme pouco tende a reduzir o gasto calórico em repouso e durante as atividades cotidianas, o que pode levar tanto ao ganho de peso quanto a dificultar a perda dele.
Ou seja, o sono é essencial para a regulação do gasto energético diário, para o desenvolvimento cognitivo e para a promoção da saúde mental.
A maioria dos adultos precisa de sete a nove horas de sono por noite para o corpo se recuperar adequadamente e para ajustar os níveis hormonais relacionados ao metabolismo e à regulação do apetite.
Durante o sono, o corpo realiza uma série de processos indispensáveis para o bom funcionamento do seu metabolismo que incluem: a restauração dos níveis de energia, a reparação dos tecidos, a consolidação da memória e do sistema imunológico para prevenir doenças como gripes e resfriados.
Uma boa noite de sono auxilia o corpo a se recuperar melhor para a prática de atividades físicas.
Os exercícios também são capazes de ajudar na qualidade do sono e a criar um ciclo positivo de saúde e bem-estar.
No entanto, a privação dele é associada a um maior risco para doenças cardíacas, diabetes, obesidade, entre outras.
A síndrome do sono insuficiente, que é caracterizada pela falta de sono adequado, afeta negativamente a regulação dos neurotransmissores, como a serotonina, que quando desregulada tem a capacidade de causar estresse físico e emocional, aumentando a probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental e reduzindo a capacidade do indivíduo em lidar com situações estressantes, o que eleva a possibilidade de desenvolver quadros de ansiedade e até mesmo de depressão.
O sono curto (com duração menor de 6 horas) também pode aumentar a fadiga física e a psicológica diurnas e promover alterações no ciclo circadiano com impacto em toda a liberação hormonal das 24 horas, o que impacta o metabolismo e consequentemente o equilíbrio energético do corpo.
Quando dormimos pouco ocorrem alterações no sono que levam a mudanças contínuas no sistema de excitação neuronal, que são acompanhadas de estresse.
Como consequência, a regulação emocional e as funções do sistema cognitivo mudam.
Isso influencia nas escolhas alimentares do dia seguinte, que podem ser prejudiciais ao processo de emagrecimento, interferir na regulação da glicemia e aumentar o risco de doenças metabólicas.