Os praticantes de exercício físico e atletas, assim como grande parte da população, consomem álcool, sendo este um hábito presente em ambos os sexos e em diferentes modalidades esportivas.
Atualmente, a maioria dos estudos evidenciam que altas doses de bebidas alcoólicas exercem efeitos adversos sobre o condicionamento e desempenho físico do esportista/atleta, diferentemente de baixas doses.
Os efeitos prejudiciais do álcool na fisiologia humana têm sido bem documentados, influenciando negativamente na função neural, no metabolismo, na fisiologia cardiovascular, na termorregulação, e podendo desencadear miopatia muscular esquelética.
Esses efeitos poderão afetar o desempenho do atleta e criticamente a sua recuperação.
O consumo agudo de bebida alcoólica pode trazer consequências negativas ao sistema endócrino, o qual não irá exercer suas funções normais, como também influenciará no fluxo sanguíneo e síntese de proteínas, podendo prejudicar a recuperação da lesão causada no músculo esquelético.
Beber antes ou durante a prática de atividades físicas pode gerar riscos ao metabolismo por comprometer a liberação de energia do nosso corpo.
Assim, o uso de glicose e aminoácidos pelos músculos fica comprometido e impacta no gasto energético da prática.
Ademais, os mecanismos de regulação da temperatura do corpo também são alterados, sendo que no frio há uma possível queda de desempenho e no calor pode haver um maior risco de desidratação do atleta.
Além disso, o processamento de informações fica mais lento e as atividades psicomotoras ficam comprometidas.
Por isso, há o aumento do risco de lesões no corpo, principalmente pelo fato do álcool gerar falta de concentração e relaxamento, fatores que baixam a performance física do atleta.
A repercussão da bebida alcoólica no desempenho esportivo leva em consideração se o esporte praticado é individual ou coletivo, as habilidades requeridas por ele e o seu nível de competição.
Os esportistas que requerem maior resistência, como corredores e nadadores, são os mais influenciados nesse caso diferentemente dos esportistas que requerem mais força e técnica, como lutadores, ginastas e boxeadores, tendo em vista que a ressaca, um efeito adverso do álcool, impacta diretamente e de forma negativa esportes que exigem mais da resistência do que de força e técnica.
Quanto a variação entre esportes coletivos e individuais, os esportes coletivos são os mais afetados tendo em vista que esportistas que jogam coletivamente abusam do consumo de álcool por conta de uma maior socialização em grupo pós treino e por confraternizações.
Uma das principais orientações é evitar a ingestão de bebidas alcoólicas.