O consumo de bebidas alcoólicas exerce um efeito negativo sobre o ganho de massa muscular, especialmente o das fibras tipo 2. Isso significa que o consumo crônico de álcool prejudica o ganho do condicionamento muscular necessário para o bom desempenho dessas atividades.
Um estudo publicado em 2017 na Journal of Strength and Conditioning Research avaliou os efeitos do consumo de álcool pós-exercício sobre a sínese proteica.
Se o seu objetivo é ganhar massa muscular, o consumo de álcool, especialmente no pós-exercício, deve ser avaliado muito com muito critério.
Os resultados desse estudo mostraram que, em homens, o consumo de álcool após o exercício resistido atrapalhou a adaptação/ganho muscular pós-exercício.
De acordo com os autores, isto ocorre porque o álcool interfere com a atividade dos genes responsáveis pelo ganho de massa muscular, afetando a sinalização dos famosos IGF-1 e mTOR, termos muito conhecidos por aqueles que buscam a hipertrofia.
Em mulheres, apesar de não interferir com a sinalização da mTOR, o consumo de bebidas alcoólicas ainda assim prejudica a síntese de proteínas.
Além disso, estudos mostram que, em homens, o consumo de uma quantidade a partir de 1.5 g/Kg de peso de álcool já é capaz de diminuir a concentração e a biodisponibilidade do hormônio testosterona.
O consumo crônico de bebidas alcoólicas afeta também os receptores androgênicos, prejudicando a capacidade do corpo de utilizar a testosterona.
Ou seja, o consumo de cinco latas de cerveja já é suficientes para interferir com o metabolismo da testosterona e prejudicar as adaptações musculares de indivíduos do sexo masculino.