Quando se fala em exercícios físicos, a profissional afirma que eles podem, sim, ser benéficos para os sintomas da enxaqueca, desde que realizados sob orientação profissional e de forma regular, com condicionamento físico, de maneira progressiva e que não seja no momento da crise. Caminhadas leves são um bom exemplo de exercício para iniciar e depois evoluir para uma caminhada mais rápida ou até para a corrida. O exercício de maneira regular e orientada é muito importante, inclusive, para a prevenção de crises e controle da doença.
Em momentos de crise, Thais indica que a pessoa com enxaqueca faça repouso, pois a dor pode ser piorada por mínimos movimentos do corpo, ainda mais durante a atividade física.
Depois de passada a crise, a orientação é que o paciente retome suas atividades de maneira tranquila, sem exageros, e com orientação.
É importante dizer, ainda, que nenhum tipo de treino, prática esportiva ou atividade física pode causar enxaqueca, porque essa é uma doença hereditária.
O que pode acontecer, segundo a profissional, é a atividade física ser um gatilho desencadeador de crises, principalmente em pessoas que sofrem com enxaqueca crônica, em que a dor de cabeça leve a moderada acontece em quase todos os dias do mês.
Essa pessoa sim está muito predisposta a ter gatilhos.
Thais ressalta algo importante para as pessoas que têm enxaqueca: evitem se automedicar para treinar ou para praticar esporte ou atividade física.
Segundo ela, muitas pessoas, em vez de controlar a enxaqueca, acabam tomando analgésicos para não terem dor de cabeça no treino.
Há, também, aquelas que estão sem tratamento e, sempre após o treino, sentem piora da dor de cabeça, recorrendo a analgésicos, anti-inflamatórios ou remédios de crise.
O uso excessivo dessas medicações só piora a enxaqueca, ela alerta.
Por esse motivo, o ideal é buscar ajuda médica para tratar a doença crônica e manter os sintomas sob controle.