Quanto mais restrições, maior a necessidade de atenção e, eventualmente, do acompanhamento com um nutricionista.
É fundamental que a criança vegetariana, como qualquer outra criança, seja acompanhada por profissionais de saúde que monitorem seu crescimento e desenvolvimento, orientem sobre sua alimentação e sobre a suplementação com vitaminas e minerais.
Existem alimentos de origem vegetal capazes de suprir a necessidade proteica do corpo humano, sem que o consumo de carne seja essencial.
Alguns exemplos de alimentos ricos em proteínas são: linhaça, quinoa, soja e seus derivados, leguminosas, cogumelos e chia.
Vale destacar que existem outros nutrientes que também merecem atenção no caso da alimentação vegetariana, como o ferro, encontrado em folhas verde-escuras, leguminosas, grãos integrais, oleaginosas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo.
O cálcio é um mineral importante para a manutenção das células do corpo e dá força e resistência aos ossos, encontrado em vegetais, folhas verde-escuras, oleaginosas, leguminosas e algumas frutas.
Os cálcios também podem ser obtidos do leite materno quando se trata de crianças e podem ser obtidos de outros alimentos de origem vegetal.
No caso dos vegetarianos, as fontes de origem vegetal do ômega 3 incluem: nozes, castanhas, amêndoas, linhaça, girassol, soja, abacate, óleo de canola e azeite.
A vitamina B12 desempenha um papel importante no metabolismo das células, em especial no trato gastrointestinal, da medula óssea e do tecido nervoso e no caso dos vegetarianos estritos, geralmente é necessária a suplementação nutricional.
Os alimentos do grupo das carnes e ovos fornecem nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento. Para que a criança pratique o vegetarianismo e não tenha atrasos no progresso infantil, é preciso atenção redobrada para escolha dos alimentos e suas combinações para garantir uma oferta variada, de forma que estes forneçam as quantidades suficientes para atender as necessidades da criança e prevenir deficiências nutricionais.