Para voltar a treinar depois de uma lesão, é fundamental seguir as orientações do médico, que deve ser consultado a partir do momento da lesão para fazer o diagnóstico e definir a melhor opção de tratamento. Instituída a forma de tratamento, ela deve ser seguida e respeitada pelo paciente, do início ao fim da reabilitação, pois um processo de recuperação de lesão é um treinamento, porém em condições específicas.
Caso as etapas não sejam cumpridas, o risco de uma recidiva ou até mesmo de uma nova lesão é iminente, mas quando todas as etapas da reabilitação são realizadas de maneira adequada, respeitando o tempo de reparo dos tecidos envolvidos, esse risco diminui consideravelmente. É fundamental que a liberação final do atleta para voltar ao esporte seja realizada pelo médico assistente, pois diversos testes clínicos podem ser empregados para avaliar a possibilidade de retorno, mas a responsabilidade da liberação final deve ser sempre do profissional médico. Toda lesão deve ser valorizada e bem conduzida, tanto pelos profissionais de saúde quanto pelo atleta, afinal, uma lesão tratada de forma inadequada pode trazer prejuízos, por vezes, irreversíveis. Um dos critérios para liberar o retorno ao esporte é o conforto do atleta na execução dos movimentos, e mesmo assim, algum desconforto pode surgir, caso venha a ocorrer, deve-se relatar a queixa ao médico que, com os demais profissionais envolvidos no tratamento, avaliará se o sintoma é ou não relevante.