Entre os principais benefícios observados, destacam-se a melhora da memória, o aumento da capacidade de aprendizado e a proteção contra o declínio cognitivo relacionado à idade. Diversos tipos de exercícios têm sido associados a esses efeitos positivos, desde atividades aeróbicas até treinos de força e equilíbrio. Práticas como corrida, treino intervalado de alta intensidade e musculação têm se mostrado eficazes para estimular a liberação dessas substâncias, resultando em benefícios duradouros para a mente. Entre as modalidades que apresentam maior impacto positivo sobre as funções cognitivas, destacam-se: Corrida de longa distância: Pesquisas apontam que corredores regulares tendem a apresentar maior volume de matéria cinzenta em regiões cerebrais relacionadas à memória, como o hipocampo. Treinamento de equilíbrio: Exercícios que desafiam a estabilidade corporal, como ficar em uma perna só ou utilizar acessórios instáveis, ajudam a aprimorar a percepção espacial e a coordenação motora. HIIT (Treino Intervalado de Alta Intensidade): Essa modalidade alterna períodos curtos de esforço intenso com intervalos de recuperação, promovendo a elevação dos níveis de BDNF e favorecendo a plasticidade cerebral. Musculação: O treinamento com pesos auxilia na preservação da função cognitiva, especialmente em pessoas idosas, retardando o declínio associado ao envelhecimento. Uma sugestão de rotina pode incluir: Praticar corrida ou caminhada de 30 a 40 minutos, três vezes por semana, aproveitando parques urbanos para contato com a natureza. Realizar exercícios de equilíbrio, como ficar em uma perna só ou utilizar uma bola de estabilidade, pelo menos duas vezes por semana. Adicionar sessões de HIIT com duração de 20 a 30 minutos, uma ou duas vezes por semana. Incluir musculação com pesos leves a moderados, em três sessões semanais, aumentando gradualmente a intensidade conforme a adaptação.